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	<title>sosreversos &#187; identidade visual</title>
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	<description>em torno do pensamento gráfico</description>
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		<title>Breaking the code for innovation</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Feb 2009 19:25:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Branding]]></category>
		<category><![CDATA[identidade visual]]></category>

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		<description><![CDATA[Estende-se a polêmica em torno do inusitado pdf de apresentação da nova marca da Pepsi. O documento intitula-se “Breaking the code for innovation: from convention to Innovation” e tem pretensões astronômicas. A indústria americana sempre se caracterizou por impor seu produto em qualquer parte do mundo, mas desta vez quer se chegar à ordem universal. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estende-se a polêmica em torno do inusitado <a href="http://www.scribd.com/doc/12083352/Pepsi-Gravitational-Field-PDF" target="_blank">pdf </a>de apresentação da nova marca da Pepsi. O documento intitula-se “Breaking the code for innovation: from convention to Innovation” e tem pretensões astronômicas. A indústria americana sempre se caracterizou por impor seu produto em qualquer parte do mundo, mas desta vez quer se chegar à ordem universal. O documento se justifica pela razão áurea do universo e é pautado pela história da humanidade. Neste anseio inventa os grids de construção de suas diversas marcas e aniquila o rigor da geometria. Mas não há motivo para crer que o documento é falso e dele já se fez um <a href="http://www.adgabber.com/video/video/show?id=546804:Video:127547" target="_blank">vídeo</a> institucional. No mundo do Código de Da Vinci tudo que se apresenta é crível.<br />
Disto tudo, a melhor tradução da nova marca da Pepsi que encontrei foi esta:</p>
<p><a href="http://blog.sosreversos.com/wp-content/uploads/blog.sosreversos.com/2009/02/pepsi_caricatura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-147" title="pepsi_caricatura" src="http://blog.sosreversos.com/wp-content/uploads/blog.sosreversos.com/2009/02/pepsi_caricatura.jpg" alt="pepsi_caricatura" width="482" height="365" /></a></p>
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		<title>O mundo do gozo</title>
		<link>http://blog.sosreversos.com/2008/04/identidade-visual/o-mundo-do-gozo/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 16:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[identidade visual]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>

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		<description><![CDATA[Assistimos nos anos noventa à reformulação de diversas marcas de instituições bancárias. Já comentamos aqui a respeito da nova marca da Vale. Falávamos que hoje a concepção do símbolo de uma empresa não procura necessariamente relacionar-se ao objeto ou ao produto. Não se trata mais de dizer o produto, mas fazer o símbolo fluir no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_SxM_jfbMgWY/SBikKHgWVDI/AAAAAAAAAGM/whtRnvfxwKc/s1600-h/pub_mastercard.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195082663892243506" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_SxM_jfbMgWY/SBikKHgWVDI/AAAAAAAAAGM/whtRnvfxwKc/s400/pub_mastercard.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT">Assistimos nos anos noventa à reformulação de diversas marcas de instituições bancárias. Já comentamos aqui a respeito da nova marca da <a href="http://blog.sosreversos.com/?p=4">Vale.</a> Falávamos que </span>hoje a concepção do símbolo de uma empresa não procura necessariamente relacionar-se ao objeto ou ao produto. Não se trata mais de dizer o produto, mas fazer o símbolo fluir no universo do consumidor. Seus significados podem em algum momento congelar-se e em outro dispersar-se, passar de uma forma<span> </span>a outra, por negações e associações. Formas esvaziadas que aspiram a ser. Relações de imagens que inspiram o devir do consumidor. Sintaxe relacional: ideografias.</p>
<p class="MsoNormal">Antes, no caso dos bancos e instituições financeiras em geral, convivíamos com marcas que nos passavam a idéia de que o nosso dinheiro estava bem guardado em algum cofre inviolável. Algo físico e sólido como o cofre do Tio Patinhas. Precisávamos guardar para garantir nosso futuro, a lógica do mundo da poupança. A marcas seguiam esse pressuposto: o logotipo sólido, com serifas pesadas como a do Bradesco, o preto e laranja (cores de segurança) do Itaú, as imagens de correntes das seguradoras, etc. <span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT">Hoje vivemos no mundo do crédito, goza-se hoje e paga-se quando puder. As marcas destas instituições passam a estar associadas ao prazer imediato e cotidiano. Sugerem que ninguém precisa se ocupar do dinheiro. O banco é o seu banco. O banco é você, seu nome está na marca, o objetivo é preencher o <em>seu</em> universo, seu dia a dia feliz com amigos ou com sua família. Faz-se acreditar que há uma entidade abstrata que o protege, com um pedaço de plástico tudo podemos. Observem a leveza do logotipo atual do Bradesco e seu símbolo que num instante protege seu filho alegre num balanço e em outro garante o mundo de qualquer dano.<span> </span>Em empresas de crédito como o </span><span>Mastercard a operação é clara. Por sobreposições o símbolo – intercessão de dois círculos, representado de forma semelhante a um gráfico escolar de conjuntos, a priori vazios e sem sentido – é associado a outras imagens, inscrevendo o ideal de liberdade e prazer. A forma esvaziada de significados deixa-se associar a qualquer contexto mundano. O status do ato de consumir: duas barracas de praia, duas bolas de sorvete, um par de pés pro alto vestidos confortavelmente com sandálias, duas cabeças que se tocam. </span><span lang="PT"></span></p>
<p class="MsoNormal">Não se trata mais de um sistema de identidade visual, no sentido de pré-determinar o uso da marca e as regras estritas de inscrição, mas sua inserção no cotidiano e no inconsciente.</p>
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		<title>E logo a Vale!</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jan 2008 21:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[design gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[identidade visual]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>

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		<description><![CDATA[Embora já amplamente discutida a questão da nova marca da Vale gostaria de tecer algumas observações a respeito. Muito se falou sobre a grande semelhança gráfica entre os símbolos da Viteli (uma fábrica de calçados do interior de São Paulo) e da Vale (uma gigantesca empresa de mineração). Notou-se também a coincidência ente as cores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_SxM_jfbMgWY/R5e1dbO3uSI/AAAAAAAAAEE/6aBCQF6v_dY/s1600-h/vale-compar.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158791415307155746" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_SxM_jfbMgWY/R5e1dbO3uSI/AAAAAAAAAEE/6aBCQF6v_dY/s400/vale-compar.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal">Embora já amplamente discutida a questão da nova marca da <span style="font-weight: bold;">Vale</span> gostaria de tecer algumas observações a respeito. Muito se falou sobre a grande semelhança gráfica entre os símbolos da <span style="font-weight: bold;">Viteli</span> (uma fábrica de calçados do interior de São Paulo) e da <span style="font-weight: bold;">Vale</span> (uma gigantesca empresa de mineração). Notou-se também a coincidência ente as cores do <span style="font-weight: bold;">Banco Real</span> e da nova marca da <span style="font-weight: bold;">Vale</span>, projetos estes, aliás, desenvolvidos pelo mesmo escritório. Plágio? Agentes da <span style="font-weight: bold;">Viteli</span> ameaçam processar a <span style="font-weight: bold;">Vale</span> alegando justamente isso. Intenção que, penso eu, eles não levarão adiante. Apenas aproveitam a grande oportunidade de se veicularem na mídia, fato que até então estava fora do alcance da marca. Com isso, temos a oportunidade de assistir defesas constrangidas dos representantes da <span style="font-weight: bold;">Vale</span> e, nos divertir com elas.</p>
<p class="MsoNormal">Mas não se trata de plágio, acredito que os idealizadores da identidade visual da <span style="font-weight: bold;">Vale</span> nem conhecessem a marca da <span style="font-weight: bold;">Viteli</span> e nem mesmo estão obrigados a isso. O problema é outro.</p>
<p class="MsoNormal">Hoje a concepção do símbolo de uma empresa não procura necessariamente relacionar-se ao objeto ou ao seu produto. Não se trata mais de dizer o produto, mas fazer o símbolo fluir no universo do consumidor. Para tanto, define-se a marca a partir de um discurso que deve ganhar poder de convencimento através da mídia. Até ai tudo bem! O problema é que não se particulariza os discursos. Eles não são nem mesmo problematizados, adota-se o que já está pautado pela própria mídia. Ela já nos diz como pensar ou o que dizer. Vide os manuais de procedimentos e/ou auto-ajuda que assolam as livrarias. A pretexto de auxilio à vida tudo é sintetizado a dez mandamentos e a sete pecados. E, proceda!</p>
<p class="MsoNormal">Voltemos ao caso da <span style="font-weight: bold;">Vale</span>. O caráter gráfico de sua antiga marca respondia ao que ela produzia e vendia. Houve um tempo em que empresas como a <span style="font-weight: bold;">Vale</span> orgulhavam-se de sua atividade e seu porte. Indústrias eram elementos centrais nas cidades e, se fosse possível, postavam-se ao lado da catedral. Hoje as cidades fundam-se nos serviços. Deste modo as indústrias devem desaparecer dos grandes centros e fazer-se aparecer pelos serviços que presta a comunidade através de ações tidas como “politicamente corretas”. O que, pelo discurso em pauta, implica no caráter ecológico e na tutela da cultura. Daí então o novo símbolo da mineradora: a redução do nome pela inicial contendo o verde vale. A mineradora representa em seu símbolo aquilo que ela devora, caso irônico de forma-conteúdo.</p>
<p class="MsoNormal">A marca, pelos novos preceitos, não deve revelar a atividade produtiva das empresas, sua real ação sobre o mundo. A função das imagens produzidas hoje é velar o acesso direto ao mundo e nos induzir, sem crítica, a consumir um discurso publicitário. Na verdade não se opera por imagens, elas até nos faltam, mas por clichês. O indubitável discurso é que faz com que uma mineradora tenha a mesma face gráfica de uma fábrica de sapatos e as cores de um banco. Vale rever!</p>
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