<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>sosreversos &#187; mapa</title>
	<atom:link href="http://blog.sosreversos.com/category/mapa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.sosreversos.com</link>
	<description>em torno do pensamento gráfico</description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 Jan 2010 19:00:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Cartografia IV</title>
		<link>http://blog.sosreversos.com/2008/03/mapa/cartografia-iv/</link>
		<comments>http://blog.sosreversos.com/2008/03/mapa/cartografia-iv/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Mar 2008 01:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[cartografia]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.sosreversos.com/?p=13</guid>
		<description><![CDATA[“Eis agora a questão fundamental de qualquer atlas: de que é que se deve traçar um mapa? Resposta evidente: dos seres, dos corpos, das coisas&#8230; que não conseguimos conceber de outro modo. Porque é que, com efeito, nunca desenhamos as órbitas dos planetas, por exemplo? Uma lei universal prevê as suas posições: de que é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">“Eis agora a questão fundamental de qualquer atlas: de que é que se deve traçar um mapa? Resposta evidente: dos seres, dos corpos, das coisas&#8230; que não conseguimos conceber de outro modo. Porque é que, com efeito, nunca desenhamos as órbitas dos planetas, por exemplo? Uma lei universal prevê as suas posições: de que é que nos serviria um roteiro neste caso de movimentos e situações previsíveis? Basta deduzi-los da lei. Pelo contrário, não há qualquer regra que prescreva o recorte dos rios, o relevo das paisagens, a planta da aldeia onde nascemos, o perfil do nariz ou a impressão digital do polegar&#8230;Aí estão singularidades, identidades e indivíduos, infinitamente afastados de qualquer lei.” (Michel Serres. Atlas)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.sosreversos.com/2008/03/mapa/cartografia-iv/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cartografia III</title>
		<link>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia-iii/</link>
		<comments>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 16:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[cartografia]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.sosreversos.com/?p=10</guid>
		<description><![CDATA[Lima Barreto, num conto intitulado “Como o ‘homem’ chegou” em cuja epígrafe transcreve a singela frase de Nietzsche “Deus está morto; a sua piedade pelos homens matou-o”, relata a prisão de um louco pacato, “lá dos confins de Manaus, que tinha a mania da Astronomia e abandonara, não de todo, mas quase totalmente, a terra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Lima Barreto, num conto intitulado “<span>Como o ‘homem’ chegou” em cuja epígrafe transcreve a singela frase de Nietzsche </span>“Deus está morto; a sua piedade pelos homens matou-o”, relata a prisão de um <span>louco pacato, “lá dos confins de Manaus, que tinha a mania da Astronomia e abandonara, não de todo, mas quase totalmente, a terra pelo céu inacessível.” A prisão se deu para dar destino aos regulamentos policiais que “não encontravam emprego” em uma delegacia de “movimento desusado” em “circunscrição” por demais pacata e ordeira.</span></p>
<p class="MsoNormal">Quando o delegado, sediado no Rio de Janeiro, recebeu as ordens para que fosse buscá-lo, argumentou que era muito longe. A isto o inspetor retrucou que já se havia verificado a distância no mapa “e era bem reduzida: obra de palmo e meio.” E, assim foi, em distância medida por palmo e polegadas, o carro-forte puxado por um burro “abalando o<span> </span>calçamento, a chocalhar ferragens, a trovejar pelas ruas afora em busca de um inofensivo.” No carro-forte ia, além do cocheiro, um certo doutor Barrado esforçado “por parecer inteligente”, dando a tudo caráter científico.</p>
<p class="MsoNormal"><span>No fim de quatro anos e doze polegadas da cartografia que se desdobraram em um infinito número de quilômetros</span><span style="font-size: 10px; font-family: BookmanOldStyle;">, “</span><span>o carrião entrou pelo Rio adentro, a roncar pelas calçadas, chocalhando duramente as ferragens, com o seu manco e compassivo burro a manquejar-lhe à sirga”.<span> </span>Do ‘Homem’, que não fora no trajeto alimentado, pois os agentes não tinham com segurança uma norma de proceder, chegou <span> </span>o esqueleto.</span></p>
<p class="MsoNormal">A instituição cumpriu assim, religiosamente, a fria letra da lei. Do mesmo modo que comprrendeu o mundo codificado pela cartografia.<br />
<span> </span><span style="font-size: 10px; font-family: BookmanOldStyle;"></span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia-iii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cartografia II</title>
		<link>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia-ii/</link>
		<comments>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 14:01:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[cartografia]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.sosreversos.com/?p=9</guid>
		<description><![CDATA[No alto à esquerda mapa do metrô de Londres utilizado na década de 20. Acima à direita primeiro desenho realizado por Harry Beck em 1913. Abaixo o mapa aprovado em 1933. Nos comentários feitos no post anterior surgiu a comparação entre o mapa proposto inicialmente com o mapa do metrô de Londres e, como denunciou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blog.sosreversos.com/wp-content/uploads/2008/11/metro-montagem.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-51" title="metro-montagem" src="http://blog.sosreversos.com/wp-content/uploads/2008/11/metro-montagem.jpg" alt="" width="482" height="407" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: center;"><span style="font-size:78%;">No alto à esquerda mapa do metrô de Londres utilizado na década de 20.<br />
Acima à direita primeiro desenho realizado por Harry Beck em 1913.<br />
Abaixo o mapa aprovado em 1933.</span></p>
<p class="MsoNormal">Nos comentários feitos no post anterior surgiu a comparação entre o mapa proposto inicialmente com o mapa do metrô de Londres e, como denunciou Ricardo Gomes, a relação não era tão cabível. Ilustro aqui o mapa do metrô embora ele já tenha sido exaustivamente reproduzido e estudado em diversas publicações de design.</p>
<p class="MsoNormal">O mapa expressa a face estética do modernismo quando vinculada ao caráter industrial/urbano que se evidenciava na época. No século XIX assiste-se ao advento da formação das grandes cidades e a humanidade entra no século XX marcada pelo signo das metrópoles. Em Londres e Paris multidões moviam-se sob a superfície da cidade. Submergiam em um ponto e saiam em outro. Entre os pontos o percurso sob a vida frenética da cidade, num túnel negro iluminado, sentados, em inércia, um cidadão frente ao outro olhando através.</p>
<p class="MsoNormal">Publicidades do metrô de Londres utilizavam-se de expressões como “centro nervoso, força”. Em um dos cartazes, representa-se um punho e a eletricidade correndo nas veias. Foi a partir de códigos usados em plantas de circuito elétrico que o Engenheiro-projetista Harry Beck desenvolveu um novo mapa para o metrô de Londres em 1913 que, não tendo sido aceito na época, só viria a ser aproveitado em 1933. O desenho utiliza somente linhas verticais, horizontais e diagonais com os ramais diferenciados por cores. Ignora as posições geográficas exatas em prol da eficiência comunicativa. O centro de Londres foi ampliado para que fosse reproduzido com clareza todas as suas linhas e estações, enquanto as zonas periféricas aparecem reduzidas e com as estações eqüidistantes. Mesmo o rio Tamisa, única referência geográfica de superfície presente no mapa, tem o seu percurso rigorosamente representado em linhas paralelas aos ramais. A partir de 1913, Beck dedicou vinte e nove anos ao mapa, simplificando-o até que pudesse compreender todas as extensões do metrô no formato de uma carteira de identidade, legível nas partes e no todo “a um só golpe de vista.”</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia-ii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cartografia</title>
		<link>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia/</link>
		<comments>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2008 20:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[cartografia]]></category>
		<category><![CDATA[mapa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.sosreversos.com/?p=8</guid>
		<description><![CDATA[Em tempos de fluxo de bens e de pessoas alguém já deve ter imaginado, ou realizado, um mapa no qual o mundo é representado em função do tempo de transporte físico, e não do espaço. Nesse mapa as diversas regiões poderiam sofrer contrações e dilatações ao sabor das intempéries que ocasionam o fechamento de aeroportos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Em tempos de fluxo de bens e de pessoas alguém já deve ter imaginado, ou realizado, um mapa no qual o mundo é representado em função do tempo de transporte físico, e não do espaço. Nesse mapa as diversas regiões poderiam sofrer contrações e dilatações ao sabor das intempéries que ocasionam o fechamento de aeroportos e de vias. Ainda assim, a Europa tenderia a ser diminuta. Paris e Londres se interceptariam. Entre Londres e Nova York o oceano Atlântico se espremeria à espessura de um mar. A África seria enorme. Algumas cidades seriam afastadas de suas visinhas. Outras apareceriam fora de seu país, ficando isoladas e reservadas àqueles que voam para o exótico. Afinal, quem está dentro e quem está fora?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.sosreversos.com/2008/02/mapa/cartografia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
