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	<title>sosreversos &#187; Publicidade</title>
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	<description>em torno do pensamento gráfico</description>
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		<title>O mundo do gozo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 16:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
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		<category><![CDATA[identidade visual]]></category>
		<category><![CDATA[marca]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp0.blogger.com/_SxM_jfbMgWY/SBikKHgWVDI/AAAAAAAAAGM/whtRnvfxwKc/s1600-h/pub_mastercard.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195082663892243506" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_SxM_jfbMgWY/SBikKHgWVDI/AAAAAAAAAGM/whtRnvfxwKc/s400/pub_mastercard.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT">Assistimos nos anos noventa à reformulação de diversas marcas de instituições bancárias. Já comentamos aqui a respeito da nova marca da <a href="http://blog.sosreversos.com/?p=4">Vale.</a> Falávamos que </span>hoje a concepção do símbolo de uma empresa não procura necessariamente relacionar-se ao objeto ou ao produto. Não se trata mais de dizer o produto, mas fazer o símbolo fluir no universo do consumidor. Seus significados podem em algum momento congelar-se e em outro dispersar-se, passar de uma forma<span> </span>a outra, por negações e associações. Formas esvaziadas que aspiram a ser. Relações de imagens que inspiram o devir do consumidor. Sintaxe relacional: ideografias.</p>
<p class="MsoNormal">Antes, no caso dos bancos e instituições financeiras em geral, convivíamos com marcas que nos passavam a idéia de que o nosso dinheiro estava bem guardado em algum cofre inviolável. Algo físico e sólido como o cofre do Tio Patinhas. Precisávamos guardar para garantir nosso futuro, a lógica do mundo da poupança. A marcas seguiam esse pressuposto: o logotipo sólido, com serifas pesadas como a do Bradesco, o preto e laranja (cores de segurança) do Itaú, as imagens de correntes das seguradoras, etc. <span> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT">Hoje vivemos no mundo do crédito, goza-se hoje e paga-se quando puder. As marcas destas instituições passam a estar associadas ao prazer imediato e cotidiano. Sugerem que ninguém precisa se ocupar do dinheiro. O banco é o seu banco. O banco é você, seu nome está na marca, o objetivo é preencher o <em>seu</em> universo, seu dia a dia feliz com amigos ou com sua família. Faz-se acreditar que há uma entidade abstrata que o protege, com um pedaço de plástico tudo podemos. Observem a leveza do logotipo atual do Bradesco e seu símbolo que num instante protege seu filho alegre num balanço e em outro garante o mundo de qualquer dano.<span> </span>Em empresas de crédito como o </span><span>Mastercard a operação é clara. Por sobreposições o símbolo – intercessão de dois círculos, representado de forma semelhante a um gráfico escolar de conjuntos, a priori vazios e sem sentido – é associado a outras imagens, inscrevendo o ideal de liberdade e prazer. A forma esvaziada de significados deixa-se associar a qualquer contexto mundano. O status do ato de consumir: duas barracas de praia, duas bolas de sorvete, um par de pés pro alto vestidos confortavelmente com sandálias, duas cabeças que se tocam. </span><span lang="PT"></span></p>
<p class="MsoNormal">Não se trata mais de um sistema de identidade visual, no sentido de pré-determinar o uso da marca e as regras estritas de inscrição, mas sua inserção no cotidiano e no inconsciente.</p>
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