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	<title>sosreversos &#187; vitrine</title>
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	<description>em torno do pensamento gráfico</description>
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		<title>Os Estados Unidos, a Disney e vice-versa.</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 19:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Consta que Baudrillard teria dito que a Disney Word existe para provar que os Estados Unidos é real. Pulei então a etapa de convívio com o Pluto e fui direto ao centro da realidade, mas quando se dá de cara com a Times Square ou se vê manequins vivos se exibindo nas vitrines da Quinta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Consta que Baudrillard teria dito que a Disney Word existe para provar que os Estados Unidos é real. Pulei então a etapa de convívio com o Pluto e fui direto ao centro da realidade, mas quando se dá de cara com a Times Square ou se vê manequins vivos se exibindo nas vitrines da Quinta avenida e o povo correndo para a foto, percebemos a falta que fez o estágio com o Pateta.</p>
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		<title>Vitrines</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 22:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio Camara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imagem]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[urbanismo]]></category>
		<category><![CDATA[vitrine]]></category>
		<category><![CDATA[escrita urbana]]></category>

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		<description><![CDATA[Atraindo voyeuristicamente o passante, os objetos expostos na vitrine são desfrutados a distância, perversamente. As vitrines são um dos elementos de maior poder de sedução no espaço urbano. O produto ali exposto surge num espaço virtual quase metafísico, que os deixa em posição intermediária, nem dentro da loja nem na rua. Entre o objeto e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Atraindo voyeuristicamente o passante, os objetos expostos na vitrine são desfrutados a distância, perversamente.<br />
As vitrines são um dos elementos de maior poder de sedução no espaço urbano.<span> </span>O produto ali exposto surge num espaço virtual quase metafísico, que os deixa em posição intermediária, nem dentro da loja nem na rua. Entre o objeto e a rua uma parede invisível, o vidro. Translúcido, como fosse uma barreira de ar congelado, o vidro permite ver o objeto, mas não tocá-lo. A vitrine fascina e seduz. Castrados pela impossibilidade momentânea de efetivar a posse, dá-se o impasse descrito em nota por Marcel Duchamp.</p>
<p class="MsoNormal"><span><br />
</span>“A questão das vitrines. Submeter-se à interrogação das vitrines. A exigência das vitrines. A prova da vitrine da existência do mundo exterior. Quando alguém se submete ao exame da vitrine, este alguém pronuncia também sua própria sentença. De fato, a escolha desse alguém é uma viagem de ida e volta. Das exigências da vitrine, da inevitável resposta às vitrines, minha escolha é determinada. Nenhuma teimosia, <em>ab absurdo</em>, em esconder o coito através do painel de vidro com um ou vários objetos da vitrine. A pena consiste em cortar o painel e sentir remorso tão logo a possessão é consumada.”</p>
<p>À vitrine, como à publicidade, só interessa quando se age num primeiro impulso, sem que os anseios sejam saciados. Procura-se, como estratégia, manter-se sempre o desejo de consumo e a frustração.<br />
Em caso comum, a frente da loja é ocupada na maior parte pela vitrine e a entrada é mantida fechada por uma porta de vidro. Evita-se que a parte interna da loja fique devassada, a barreira é proposital e espera ser rompida. Com a luz do dia a arquitetura e o movimento da rua refletem sobre o vidro, que parece engolfar o espaço.<span> </span>Deslocando-se diante da vitrine tem-se a sensação que o objeto também se move ocupando planos diferentes. À noite, com pouca luz, tem-se a pupila dilatada e conseqüentemente a visão das coisas desfocada.<span> </span>A vitrine iluminada possibilita recuperar o foco justamente ao se olhar o objeto exposto, que nítido, ganha aura.</p>
<p class="MsoNormal">No poema “Vitrina” Guilherme de Almeida escreveu:</p>
<p class="MsoNormal">A mocinha parou um instante</p>
<p class="MsoNormal">Junto do alto cristal da vitrina</p>
<p class="MsoNormal">Namorando um “soutien” fascinante</p>
<p class="MsoNormal">E umas pernas de seda franzina.</p>
<p class="MsoNormal">E não viu o automóvel brilhante</p>
<p class="MsoNormal">Que dobrou silencioso uma esquina</p>
<p class="MsoNormal">E parou atrás dela um instante.</p>
<p class="MsoNormal">Nem ouviu o que disse a buzina</p>
<p class="MsoNormal">Namorando um “soutien” fascinante</p>
<p class="MsoNormal">E umas pernas de seda franzina</p>
<p class="MsoNormal">Enguiçados e extáticos diante</p>
<p class="MsoNormal">Daquele alto cristal de vitrina.</p>
]]></content:encoded>
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